Folha de São Paulo entrevista Inácio Rodrigo de Castro sobre hoteis no Brasil
FOLHA DE SÃO PAULO - 03/11/2010
Com terreno caro, redes não têm projetos
Apesar da crescente demanda por hospedagem, as grandes redes hoteleiras não têm projetos de construção na capital paulista.
O motivo inibidor é o encarecimento dos terrenos.
"Hoje, não existe hotel em construção em São Paulo", afirma Inácio de Castro, presidente do grupo Catena e Castro, dono da empresa de construção Construhotel.
O grupo de origem francesa Accor que inclui, entre outras, as bandeiras Ibis, Sofitel e Formule 1, tem 160 hotéis no Brasil e pretende construir mais 140 até 2015. Nenhum deles em São Paulo.
De acordo com Abel Castro, diretor de desenvolvimento de novos negócios da Accor no Brasil, a cidade tem carência de hotéis, mas não há planos de expansão no momento.
O vice-presidente do grupo Hilton para a América do Sul, Tom Potter, afirma que São Paulo tem demanda para mais três hotéis Hilton e outros dez de categoria mais popular, como o Hilton Garden Inn. Atualmente, só há um Hilton, no Morumbi.
"Estamos conversando com investidores para ver se há interesse em construir aqui, mas o custo do terreno dificulta."
Como há carência de hotéis em todo o país, os investidores preferem investir em outras regiões, onde o custo e a concorrência são menores, afirma Castro, da Construhotel, que tem 40 projetos em andamento no país.
"A construção de um hotel econômico no interior de São Paulo, com cem quartos, sai por R$ 15 milhões, sendo R$ 2 milhões o custo do terreno. Na capital, só o terreno custa R$ 6 milhões."
Gonzalo Aguillar, gerente-geral da Marriott no Brasil, afirma que a rede não tem novos hotéis para anunciar em São Paulo. (MS)
03/11/2010
